UM SÍTIO...

UM SÍTIO - onde nos encontramos... a começar por nós, que nos encontrámos

sábado, 22 de julho de 2017

Canto e recanto

Há um pássaro que,
chegado o tempo...,
anima o nosso quintal.

Ele canta e recanta.
A todas as horas do dia.
Do acordar do sol ao sol posto.
É um pintassilgo.
Do seu recanto do nosso canto,
Não tem pausas o seu repiupiu,
De acordes e trinados.

É um verdadeiro hino.
Um hino à Alegria
(sem notas dissonantes),
Um hino à Paz,
Um hino à Vida!

Gratos te estamos, pintassilgo!
Que o teu canto prossiga,
Que continue a encher de encanto
O nosso recanto


Enquanto!


terça-feira, 18 de abril de 2017

papoilas ao pé da porta...



















... e não deixaremos que as pintem de outra cor! 
Nem aos frutos, às amoras, aos rosais. 
Que todos os anos se pintem de vermelho os trigais!
... e aos nossos cantos de esperança e amor 
entre-nós e pelos outros


sexta-feira, 14 de abril de 2017

DA (SERGIO) ZÉ...




























Lá a descobrimos, à PIZZICHERIA DA SERGIO, num canto de PISA, e fotografaste-a (o que não fotografaste tu?), e quiseste trazê-la para o nosso CANTO NOSSO (aleluia... que amanhã é sábado da dita!).
Eu fiquei feliz, embora contrafeito por se poder revelar onde invisto os meus fundos sem fundo: em mercearias em Itália, eventualmente com trânsito por offshores (😅)... Neste tempo de realidade ficcionada, de factos alternativos, de invenções despudoradas, tudo é possível (embora nada seja novo, e lembro, sempre, o incêndio do Reichstag... mas adiante).
Por isso tão bem fica o que  para aqui trouxeste, a lembrar-NOS bons momentos de descanso e descontracção que esta viagemzinha nos proporcionou. Sobretudo em Pisa, simpaticamente acolhedora. Tanto que até nos "ofereceu" uma pizzicheria dao Seérgio numa esquina do burgo.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Rosa...de sangue










Belíssima a foto saída de um ensaio,
em rosa de sangue a tornei
pela voz de um amigo
que gostaria que tivesse vindo 
cantá-la ao nosso canto

https://youtu.be/cn1QFcWAD1c

(e proporia ao Adriano uma capa de CD nova,
apesar de esta não me desagradar...)




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

nos olhos do nosso gato


Poema do Desamor
(como conta/canta o Alexandre O’Neil?) 

Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato

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Ou como tão bem (em tão cru e  belo português) a Ana Margarida de Carvalho nos (d)escreve o desamor e tudo começa por dizer ao escolher para título do seu livro o verso-mote Não se pode morar nos olhos de um gato?

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NÃO !!!

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Eu leio um poema de amor nesta tua foto dos olhos (curiosos) do nosso gato, e trago dois versos “cucos” como legenda:

Pede festa protesta desaparece reaparece

Quanto amor pode morar nos olhos do nosso gato!

sábado, 21 de maio de 2016

aNINHando-se
















O nosso companheirinho (como tu lhe chamas) em malabarismos circentes para se aninhar num dos muitos ninhos espalhados pelo nosso/dele espaço. 
Talvez hesitante... porque está velhote (e não só ele!) e já nada é tão fácil como sempre foi. Bolas!


apanhaste-o com engenho e arte 

As mãos, as flores, a parede de pedra


fotografando enquanto jardinam

ou

jardinando enquanto fotografam


…mereciam música!